domingo, 16 de janeiro de 2011

Bairros de Três Corações, no Sul de Minas, ficam submersos

Transbordamento do Rio Verde e previsão de mais chuva deixam Sul em alerta


Carlos Rhienck
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Chuva forte atingiu Três Corações durante a madrugada deste domingo
 TRÊS CORAÇÕES - Pelo menos 450 pessoas ficaram desalojadas em Três Corações, no Sul de Minas, depois que o nível do Rio Verde começou a subir e atingiu mais de sete metros durante a madrugada de hoje. Sete bairros ficaram debaixo d’água e a cidade passou a ser uma das principais preocupações dos Bombeiros e da Defesa Civil que atuam na região.

O risco de novas inundações é ainda maior já que volume do Rio do Peixe, que também corta a cidade, está aumentando. O Sul de Minas fica em alerta até quarta-feira, período em que há possibilidade de mais chuva sobre a região, de acordo com previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Durante todo o dia, a Defesa Civil de Três Corações avaliou a situação dos bairros Cinturão Verde, Vila Viana, Triângulo, Santana, Parque Jussara e Jardim América e Cotia, o mais afetado. Um helicóptero dos Bombeiros sobrevoou a região.

Pouco antes, a aeronave, que está na base de operações montada em Itamonte, sobrevoou cinco povoados da zona rural do município que estavam isolados desde o último dia 12. Até então não haviam tido nenhum contato com as autoridades da defesa. As estradas de acesso continuam interditadas e sem previsão de liberação.

A principal preocupação das cerca de mil pessoas que moram nessas localidades era com a alimentação, que foi enviada no fim da tarde. Alguns povoados ainda estão sem energia elétrica. Pelo menos 16 casas ficaram destruídas após o temporal.

De acordo com o coordenador da Defesa Civil do município, José Carlos Gonçalves, o próximo passo é restabelecer o acesso às localidades antes que novas chuvas deixem a situação ainda mais complicada. “Estamos em alerta até pelo menos quarta-feira, quando há possibilidade de mais chuva na região”. A região central do município, que chegou a ter mais de 3 mil desabrigados, já voltou ao normal. Hoje, moradores ainda limpavam suas casas com kits de limpeza distribuídos pelas equipes de ajuda.

Conceição do Rio Verde, Aiuruoca, São Lourenço e Carvalho, que chegaram a ter vários pontos de alagamentos e registram situações mais críticas, começam a voltar à normalidade. O acesso a Alagoa, onde 158 pessoas ficaram desalojadas, continua sendo feito de forma precária, por meio de uma estrada de terra que exige veículos tracionado. Até o fim da tarde de ontem, equipes do DER e do pelotão de Engenharia do Exército permaneceram no local para terminar a construção de uma ponte provisória que vai ligar a cidade a Aiuruoca. O trafego deve ser liberado hoje.

O nível dos rios que cortam a região está baixando, mas no fim da tarde voltou a chover forte. A preocupação é que eles subam rapidamente devido a saturação do solo.





Chuva pode ter feito a 17ª vítima

Baependi, no Sul de Minas, foi a 81ª cidade a decretar Situação de Emergência em Minas. A decisão foi tomada após deslizamentos de encostas deixarem 40 pessoas desalojadas e 14 desabrigadas, além de 15 casas avariadas e duas destruídas no sábado. Desde novembro do ano passado, início do período chuvoso em Minas, 1.250.000 pessoas foram afetadas, registra a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec). No Estado, 6.244 casas foram danificas e 235, destruídas; 339 pontes estão danificadas e 104 caíram.

Pelo menos 16 pessoas morreram. E a 17ª vítima da chuva pode ser de BH. Luiz Mateus de Oliveira, 25 anos, está desaparecido desde sábado. Os bombeiros vasculharam o leito do Ribeirão Arrudas, mas até o fechamento desta edição nenhum corpo foi encontrado. O rapaz estava com um amigo em um local conhecido como “Poço dos Malucos”, quando começou a tempestade. Eles se esconderem em uma galeria pluvial na Avenida Andradas, e foram arrastados pela enxurrada. Um dos rapazes se salvou.

Desabamento em BH

Na manhã deste domingo (16), uma casa desabou no Bairro Independência, Região do Barreiro, em BH. Também em decorrência das chuvas, uma erosão fez ceder o asfalto no Km 440 da BR-381, na altura do Trevo de Ravena, deixando o trânsito lento.

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