Aterro Sanitário
Biologia
O lixo ou resíduos sólidos que produzimos em
nossa casa, no nosso trabalho, em nossa escola ou em qualquer outro
local polui o meio ambiente e agrava consideravelmente a situação dos
aterros sanitários do país, isso quando as cidades possuem um aterro
sanitário, pois muitas possuem apenas um depósito a céu aberto onde as
pessoas, que do lixo retiram seu sustento, podem se contaminar com
doenças. Nessas cidades é necessário maior controle ambiental e maior
cuidado com a saúde pública.
Os resíduos da atividade humana vêm se acumulando e degradando o
ambiente natural, o que faz com que os recursos fiquem mais escassos e
consequentemente mais caros.
O que ocorre é que a maioria da população não se preocupa com a
quantidade de material descartável que gera e continua a utilizar mais
do que a reciclar, sacos plásticos, metais, eletrônicos, que com o
advento da modernidade se tornam rapidamente defasados, madeira, vidro,
além do desperdício de alimentos e de muitos outros materiais que
rapidamente são considerados inúteis, indesejáveis ou descartáveis.
Um aterro sanitário é um espaço destinado à deposição final de resíduos
sólidos gerados pela atividade humana, são provenientes de residências,
indústrias, hospitais, construções e consiste em camadas alternadas de
lixo e terra que evita mau cheiro e a proliferação de animais.
Um aterro segue princípios da engenharia de confinar resíduos sólidos à
menor área possível e reduzí-los ao menor volume possível, cobrindo-os
com uma camada de terra na conclusão da jornada de trabalho ou em
intervalos menores, se necessário. Deve ser impermeabilizado e possuir
acesso restrito, ter a quantidade de lixo controlada e conhecer que
tipos de resíduos estão sendo depositados. Na maioria, os aterros
sanitários são construídos em locais afastados das cidades em razão do
mau cheiro e da possibilidade de contaminação do solo e das águas
subterrâneas. Essa contaminação pode ocorrer por infiltração do chorume
ou percolado, líquido contendo componentes tóxicos que flui do lixo para
o solo e corpos d’água.
Atualmente, existem normas que regulam a implantação dos aterros, e uma
dessas regras é a implantação de mantas impermeabilizantes que evitem
essa infiltração. É necessário também que haja a retirada desse líquido,
por sistemas de drenagem eficientes, com posterior tratamento dos
efluentes sem que agrida o meio ambiente. Gases também são liberados e
podem ser aproveitados como combustíveis, o que pode trazer benefícios
financeiros. Outras maneiras ambientalmente mais viáveis são a
reciclagem, a compostagem, a reutilização e a redução.
Com a reciclagem, materiais que podem ser reciclados não vão para o
aterro. Mas para que isso seja possível, é necessário que ocorra a
coleta seletiva do lixo, ou seja, a separação dos diferentes componentes
que utilizamos.
Com a reciclagem, os materiais são transformados em matéria-prima para a
produção de um novo produto, reduzindo assim a utilização de fontes
naturais. Um exemplo é a reciclagem de latinhas de alumínio. Reutilizar
significa usar de novo, dando ou não uma nova função para um objeto
considerado sem utilidade, como quando alguém transforma a embalagem de
leite longa vida em caixa para presente.
Para evitar o desperdício de alimentos, muitas pessoas criam galinhas a
fim de aproveitar tanto os ovos como os restos alimentares humanos. Já a
compostagem é um conjunto de técnicas. O homem utiliza a compostagem
para controlar o processo biológico dos micro-organismos ao
transformarem a matéria orgânica em um material chamado composto,
semelhante ao solo; utilizado como adubo por ser rico em nutrientes
minerais e húmus. Esse processo aumenta a presença de fungicidas
naturais e a retenção de água pelo solo.
Outro interessante modo de reduzir a quantidade de lixo produzido é o
consumo consciente, ou seja, comprar aquilo que irá realmente utilizar,
sem exageros para que não ocorram desperdícios.
Por Giorgia Lay-Ang
Graduada em Biologia
Equipe Brasil Escola